quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ao longe, perdido pela distância
o som salgado das ondas bramindo.
A voz grave do oceano alcança-me.
Toda a noite atravessa o meu caminho.
A harmonia lenta do silêncio
perdeu-se e o meu sono já dispersou.
Permaneço desperto, ouvindo o tempo.

O coração pulsa sempre mais forte,
o mundo à minha volta dorme triste
na penumbra fria, onde apenas eu
mantenho a consciência presente.

Ela chegará um dia mais tarde.
Estará algures pelo meu caminho!

E agora tu serás sempre o meu auxílio
na busca incessante para a encontrar!

10 de janeiro de 2010, Póvoa de Varzim

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