Ao longe, perdido pela distância
o som salgado das ondas bramindo.
A voz grave do oceano alcança-me.
Toda a noite atravessa o meu caminho.
A harmonia lenta do silêncio
perdeu-se e o meu sono já dispersou.
Permaneço desperto, ouvindo o tempo.
O coração pulsa sempre mais forte,
o mundo à minha volta dorme triste
na penumbra fria, onde apenas eu
mantenho a consciência presente.
Ela chegará um dia mais tarde.
Estará algures pelo meu caminho!
E agora tu serás sempre o meu auxílio
na busca incessante para a encontrar!
10 de janeiro de 2010, Póvoa de Varzim
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